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Lobotomizado
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Trama global

em Sab Jan 30, 2016 7:43 pm


trama glObal


A mulher sentia medo. Ela sabia que estavam num momento de paz, mas não conseguia confiar; de uma forma ou de outra, ela sentia que o perigo espreitava, sentia estava perto e sentia que precisava se proteger. Naturalmente, como tantas outras sensações que havia experimentado desde o seu segundo nascimento, ela não achou que fosse consigo, e por isso visitou os outros membros de seu cluster; assim como ela, todos eles sentiam o mesmo. O que a russa não sabia era que todos sentiam porque ela sentia.

Mais tarde da mesma noite, quando a mulher por fim conseguiu cair no sono, aconteceu. Ela não ouviu quando arrombaram a porta do seu apartamento. Ela não ouviu quando deram seus passos pelo ambiente. E ela também não ouviu quando entraram em seu quarto, rodeando sua cama somente para observá-la dormir por alguns instantes.

Quando ela pôde ouvir, já era tarde demais. Ela já estava morta.

A russa acordou sentindo a onda elétrica que espalhava-se por todo o seu corpo a partir de um projétil de aço no pescoço, fazendo-a debater-se como se cada músculo tivesse resolvido manifestar-se naquele momento. Em segundos, seu coração já havia parado de bombear o sangue por causa da alta voltagem — e os assassinos só parara para que sua carne não fritasse.

A visita do seu cluster enquanto ela morria de nada adiantou, ninguém nada conseguiu fazer além de presenciar os últimos momentos de vida da loira enquanto ainda era cercada por aqueles homens de roxo, cada um sentindo a mesma dor que ela, a mesma sensação de morte que a preenchia. Depois que ela se foi, nada poderia ser feito além de alarmar cada sensate conhecido logo após o ocorrido, para que todos ficassem em alerta. Afinal, os tempos de paz tinham acabado.

•••

Depois do pequeno caos causado por Whispers na vida de alguns dos sensates, chegando perto de causar a morte ou invalidez de muitos deles por meio da BPO — e até conseguindo, em alguns casos —, tudo pareceu calmo mais uma vez. Aparentemente, após a morte do vilão a organização foi desfeita, os sensates continuaram a despertar outros como eles e, lentamente, a dita por muitos "evolução humana" foi progredindo.

Pelo mundo todo, pessoas desconhecidas pareciam ter algum tipo de conexão incompreensível. Eles viviam sua vida o mais normalmente que podiam, seguindo seus dias comuns enquanto partilhavam suas visões, suas memórias e seus sentimentos com seu cluster: um grupo de estranhos espalhados pelo mundo que, de alguma forma, pareciam ser um só. Por anos, nada parecia anormal; mas, é claro, nada nunca pareceria anormal.

Os governos estavam temerosos demais para deixar tudo como estava e por isso secretamente declararam guerra contra a nova "raça" que se formava, mesmo com a morte de seu então comandante. A ONU estava por trás de tudo. Com os arquivos que lhes restaram, eles contataram outros sensates aliados, formando uma nova organização, desta vez secreta até mesmo para alguns dos governantes mundiais fora da organização, tendo apenas homens de confiança dentro de cada fonte de poder que poderia lhes servir. Esta organização foi denominada de Hunting Organization to Sensates, a HORS.

O seu primeiro alvo foi Irina Volenköv, uma russa solteirona de pouco menos de trinta anos, que apesar de sentir-se alarmada quanto à própria segurança, não pensou em fugir de seu apartamento. Acabou eletrocutada e morta após uma parada cardíaca. Quem a denunciou foi Vladimir Henkölovsky, um sensate que, muito tempo antes, fizera contato visual com a russa.

Como bem dito, ela foi somente a primeira. Muitos vieram depois dela e muitos outros continuarão vindo; a HORS não chegou para brincar, ela chegou para matar.

Logo que estas primeiras notícias de desaparecimentos e mortes de sensates tiveram início, uma grande onda de medo se espalhou pelo mundo. Eles estavam sendo mais agressivos daquela vez, anos depois. Parecia que matar era a opções escolhida por eles logo depois de coletar as informações necessárias, ou ao menos era o que os sensates sabiam. Ninguém estava mais seguro, nem mesmo os não-nascidos.

Diferentemente da vez anterior, em que os sensates e seus aliados apenas se defendiam (e atacavam esporadicamente), agora eles foram mais organizados: pensando como o um só que eram e liderados por [...], fundaram uma organização de ajuda aos sensates chamada Connected, para lhes dar treinamento para quando fossem caçados, para lhes dar um lugar seguro para passar seus dias ou somente para eles terem a liberdade de ser quem eles eram sem receberem rótulos como "doente", "louco" ou "alvo".

A Connected montou suas bases pelo mundo inteiro, tendo por vezes duas, três delas num mesmo país. Eram locais que não foram originalmente projetados para aquilo, mas que bem serviam; a primeira base a ser realmente projetada e contar com o investimento de financiadores da causa foi a base londrina, lançada treze meses depois do início da Connected.

A guerra iniciada pela HORS agora parecia ter seus dois lados fortes o suficiente. Em ambos, sensates eram mandados para buscar novos membros para a sua causa, ou até mesmo para matar seus inimigos — tudo dependia da ocasião. Aqueles que não se aliavam a nenhuma delas ficavam à mercê de ambas, por mais que houvessem muitos naquela situação e que estes conseguissem viver bem. Afinal, não eram mesmo tempos de paz, mas a guerra pública também não estava declarada.

Mas e você, de que lado está?


I AM ALSO A WE ♦ SENSATE RPG BR
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